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Marie Prevost

Estrela do cinema mudo cuja carreira desapareceu após turbulências pessoais.

Marie Prevost (nascida Mary Bickford Dunn; 8 de novembro de 1896 – 21 de janeiro de 1937) foi uma atriz de cinema canadense que trabalhou tanto em filmes mudos quanto sonoros ao longo de uma carreira de 20 anos. Descoberta por Mack Sennett, tornou-se uma de suas "Bathing Beauties" no final dos anos 1910 e, mais tarde, ascendeu ao estrelato como protagonista na Warner Bros., notadamente aparecendo em três comédias de Ernst Lubitsch. Sua carreira declinou após 1926 devido a lutas pessoais e problemas de saúde, e ela morreu aos 40 anos de alcoolismo agudo.

born
November 8, 1896, Sarnia, Ontario, Canada
died
January 21, 1937, age 40
field
Film actress
nationality
Canadian
known_for
Silent and sound films; Sennett Bathing Beauties; Ernst Lubitsch comedies

Lore & Background

Marie Prevost nasceu em Sarnia, Ontário, filha de Hughina Marion (nascida Bickford) e Arthur "Teddy" Dunn, um condutor de trem que faleceu quando ela era bebê. Sua mãe mais tarde se casou com Frank Prevost, um minerador e topógrafo, e a família se mudou com frequência antes de se estabelecer em Los Angeles. Prevost frequentou a Manual Arts High School e trabalhou como secretária em um escritório de advocacia que representava a Keystone Film Company. Enquanto fazia uma tarefa no Keystone Studios, foi convidada a fazer uma ponta no filme His Father's Footsteps. Mack Sennett, impressionado, a contratou como uma de suas Bathing Beauties por US$ 15 por semana.

Sua carreira cresceu com papéis principais em Yankee Doodle in Berlin (1919) e Love, Honor, and Behave (1920). Ela se mudou para a Universal em 1921, onde Irving Thalberg a promoveu, e depois para a Warner Bros. em 1922. Na Warner Bros., estrelou em The Beautiful and Damned e se tornou favorita do diretor Ernst Lubitsch, que a escalou em The Marriage Circle (1924), Three Women (1924) e Kiss Me Again (1925). Depois que a Warner Bros. a dispensou no início de 1926, sua carreira declinou. Ela enfrentou perdas pessoais, incluindo a morte de sua mãe em um acidente de carro em 1926 e o fim de seu casamento com o ator Kenneth Harlan em 1927. Ela recorreu ao álcool e à compulsão alimentar, ganhou peso e, em 1935, só conseguia papéis secundários. Sua última aparição nas telas foi em Ten Laps to Go (1936).

Reader's Guide

A importância de Marie Prevost reside em sua trajetória de Bathing Beauty de Mack Sennett a protagonista na era muda, particularmente por meio de seu trabalho com Ernst Lubitsch, que elogiou sua capacidade de atenuar a comédia. Sua carreira ilustra a volatilidade do estrelato em Hollywood: após um auge na Warner Bros., ela foi dispensada em 1926 e nunca recuperou seu status anterior. Suas lutas pessoais — alcoolismo, depressão, ganho de peso — e sua morte aos 40 anos com um patrimônio avaliado em US$ 300 levaram a comunidade de Hollywood a estabelecer o Motion Picture & Television Country House and Hospital. A história de Prevost serve como um conto de advertência sobre as pressões do início de Hollywood e a fragilidade da fama. Seu legado é preservado em seus 121 filmes e na instituição criada em sua memória.

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