Berthe Morisot
Pintora e gravurista impressionista francesa, figura-chave do movimento.
Berthe Marie Pauline Morisot (14 de janeiro de 1841 – 2 de março de 1895) foi uma pintora e gravurista francesa, membro do círculo de pintores de Paris que ficou conhecido como os Impressionistas. Foi uma das poucas mulheres a expor com o grupo e participou de todas, exceto uma, das oito exposições impressionistas entre 1874 e 1886.
- born
- 14 January 1841, Bourges, France
- died
- 2 March 1895
- field
- Painting, printmaking
- nationality
- French
- known_for
- Impressionist painter; one of 'Les trois grandes dames' of Impressionism
Lore & Background
Morisot nasceu em uma família burguesa abastada em Bourges. Seu pai era um alto funcionário público e sua mãe era sobrinha-bisavó do pintor rococó Jean-Honoré Fragonard. Tinha duas irmãs mais velhas, Yves e Edma, e um irmão mais novo, Tiburce. A família mudou-se para Paris em 1852. Como era comum para filhas de famílias burguesas, Berthe e suas irmãs receberam educação artística particular, inicialmente com Geoffroy-Alphonse Chocarne e depois com Joseph Guichard. Guichard as apresentou ao Louvre, onde copiavam pinturas, embora fosse proibido trabalharem desacompanhadas e estivessem impedidas de ter treinamento formal. Morisot estudou mais tarde com Jean-Baptiste-Camille Corot, adotando seu método ao ar livre, e com Achille Oudinot. Em 1864, expôs pela primeira vez no Salão de Paris, listada como aluna de Guichard e Oudinot, e seu trabalho foi selecionado para seis Salões subsequentes. Em 1874, juntou-se à primeira exposição impressionista, realizada no ateliê do fotógrafo Nadar, ao lado de Paul Cézanne, Edgar Degas, Claude Monet, Camille Pissarro, Pierre-Auguste Renoir e Alfred Sisley. Casou-se com Eugène Manet, irmão de seu amigo e colega Édouard Manet.
Reader's Guide
A importância de Berthe Morisot reside em seu papel central no movimento impressionista como uma de suas poucas integrantes femininas. Ela expôs em sete das oito exposições impressionistas, faltando apenas à mostra de 1879 devido ao nascimento de sua filha. Seu trabalho foi inicialmente descrito pela crítica em termos de gênero, com o crítico do Le Figaro, Albert Wolff, chamando os impressionistas de 'cinco ou seis lunáticos, dos quais um é mulher', embora resenhas posteriores, incluindo as de Wolff, a tenham julgado entre os melhores. O estilo de Morisot evoluiu do treinamento inicial em desenho e aquarela para uma técnica impressionista madura, caracterizada por pinceladas leves e telas sem primer. Mais tarde, incorporou formas e linhas mais claras, influenciadas pela fotografia e pelo japonismo. O crítico de arte Gustave Geffroy, em 1894, a nomeou uma das 'Les trois grandes dames' do Impressionismo, ao lado de Marie Bracquemond e Mary Cassatt. Seu legado é o de uma artista feminina pioneira que navegou pelas restrições de sua época para produzir um corpo substancial de trabalho, embora tenha destruído quase todas as suas peças anteriores a 1869. Ela escreveu em 1890 sobre sua luta para ser levada a sério como artista, observando que nenhum homem a tratara como igual.
Did You Know?
- Morisot expôs na primeira exposição impressionista em 1874, no ateliê do fotógrafo Nadar.
- Ela foi casada com Eugène Manet, irmão do pintor Édouard Manet.
- Ela destruiu quase todas as obras de arte que produziu antes de 1869.
- Ela foi descrita pelo crítico de arte Gustave Geffroy em 1894 como uma das 'Les trois grandes dames' do Impressionismo.
Citações Notáveis (Wikiquote)
"As pinturas dele [Édouard Manet], como sempre, produzem a impressão de uma fruta selvagem ou mesmo um tanto verde. Não as desgosto nem um pouco." — Berthe Morisot "Corot estragou o 'estudo' que tanto admirávamos quando o vimos em sua casa, ao refazê-lo no ateliê." — Berthe Morisot "Parece-me que uma pintura [em que está trabalhando] como a que dei a Manet ['O Porto de Lorient'] poderia talvez vender, e é só disso que me importo." — Berthe Morisot "Não gosto deste lugar [Saint-Jean-de-Luz, uma pequena vila de pescadores na fronteira com a Espanha]. Acho-o árido e ressecado. O mar aqui é feio. Ou é todo azul – odeio assim – ou escuro e monótono." — Berthe Morisot
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