Daniel Defoe
Escritor, jornalista, comerciante e espião inglês; romancista pioneiro.
Wikipedia / Wikimedia Commons
Daniel Defoe (c. 1660 – 24 de abril de 1731) foi um escritor, jornalista, comerciante e espião inglês. É famoso por seus romances Robinson Crusoé (1719), Moll Flanders (1722) e Roxana: A Amante Afortunada (1724). É considerado um dos primeiros defensores do romance inglês e ajudou a popularizar o gênero na Grã-Bretanha, ao lado de outros como Aphra Behn e Samuel Richardson.
- born
- c. 1660 (likely summer or early autumn), London, England
- died
- 24 April 1731
- field
- Writer, journalist, merchant, spy
- nationality
- English
- known_for
- Novels Robinson Crusoe, Moll Flanders, Roxana; early proponent of the English novel; political pamphleteer
Lore & Background
Daniel Defoe provavelmente nasceu na Fore Street, na paróquia de St Giles Cripplegate, Londres. Sua data e local de nascimento são incertos, com fontes apontando datas entre 1659 e 1662. Seu pai, James Foe, era um próspero fabricante de velas de provável ascendência flamenga. Defoe posteriormente adicionou o 'De' de sonoridade aristocrática ao seu nome. Em sua infância, viveu a Grande Peste de Londres (1665), o Grande Incêndio de Londres (1666) e o ataque holandês a Medway (1667). Foi educado em uma academia dissidente em Newington Green. Defoe iniciou sua carreira como comerciante geral, negociando meias, artigos de lã e vinho, mas raramente esteve livre de dívidas. Casou-se com Mary Tuffley em 1684, e o casamento durou 47 anos, gerando oito filhos. Participou da Rebelião de Monmouth em 1685, mas recebeu um perdão. Tornou-se um aliado próximo e agente secreto de Guilherme III. Em 1692, foi preso por dívidas e declarou falência. Mais tarde, administrou uma fábrica de telhas e tijolos em Tilbury.
Reader's Guide
A importância de Defoe reside em seu papel pioneiro no romance inglês e em sua prolífica produção como escritor. Antes do final de 1719, Robinson Crusoé já havia passado por quatro edições, e tornou-se um dos livros mais publicados da história, gerando tantas imitações que seu nome define um gênero, a robinsonada. Ele também escreveu muitos panfletos políticos, frequentemente se envolveu em problemas com as autoridades e passou um período na prisão. Intelectuais e líderes políticos prestavam atenção às suas ideias inovadoras e às vezes o consultavam. Sua produção de panfletos, incluindo O Caminho Mais Curto com os Dissidentes, levou à sua prisão e exposição no pelourinho em 1703. Após sua libertação, trabalhou como agente de inteligência para Robert Harley e, posteriormente, para o governo Whig. Seu periódico A Review of the Affairs of France era publicado três vezes por semana sem interrupção de 1704 a 1713. Até 545 títulos foram atribuídos a ele, incluindo poemas satíricos, panfletos políticos e religiosos, e volumes. Sua obra A Tempestade (1704) é considerada um dos primeiros exemplos de jornalismo moderno no mundo.
Did You Know?
- Defoe adicionou o 'De' de sonoridade aristocrática ao seu nome e ocasionalmente fez a falsa alegação de descendência de uma família chamada De Beau Faux.
- A alegação de que o Grande Incêndio de Londres deixou apenas a casa de Defoe e mais duas em pé em sua vizinhança é uma lenda sem evidências históricas confiáveis; o próprio Defoe tinha apenas cerca de seis anos na época e a
- Defoe foi preso em 1692 por dívidas de £700 e enfrentou dívidas totais que podem ter chegado a £17.000.
- Seu poema Hino ao Pelourinho supostamente fez com que seu público no pelourinho jogasse flores em vez de objetos prejudiciais, embora a veracidade dessa história seja questionada pela maioria dos estudiosos.
Citações Notáveis (Wikiquote)
"Daniel Defoe (13 de setembro de 1660 – 24 de abril de 1731) foi um escritor, jornalista e espião inglês, que ganhou fama duradoura por seu romance Robinson Crusoé." — Daniel Defoe "Amávamos a doutrina por causa do mestre." — Daniel Defoe "O Caráter do Falecido Dr. S. Annesly (1697)." — Daniel Defoe "Ah, a Igreja da Inglaterra! Com o papismo de um lado e os cismáticos do outro, como ela foi crucificada entre dois ladrões!" — Daniel Defoe
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