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Chaïm Soutine

Pintor expressionista da Escola de Paris, conhecido por pinturas de carcaças.

Chaïm Soutine foi um pintor francês de origem bielorrussa-judaica associado à Escola de Paris. Ele deu uma contribuição importante ao movimento expressionista enquanto vivia e trabalhava em Paris, desenvolvendo um estilo individual voltado para forma, cor e textura, que serviu como ponte entre a pintura europeia tradicional e o Expressionismo Abstrato.

born
13 January 1893
died
9 August 1943
field
Painting
nationality
French (born in Russian Empire, present-day Belarus)
known_for
Expressionist still lifes, especially carcass paintings; bridge to Abstract Expressionism

Lore & Background

Durante a Primeira Guerra Mundial, o marchand Léopold Zborowski apoiou Soutine, levando-o para Nice. Em 1923, o colecionador americano Albert C. Barnes comprou 60 pinturas de Soutine na hora. Soutine viveu em Céret a partir de 1919, pintando cerca de 200 telas entre 1920 e 1922. Ele produziu suas famosas pinturas de carcaças, inspiradas no Boi Esfolado de Rembrandt, após manter uma carcaça de animal em seu estúdio. De 1930 a 1935, os patronos Madeleine Castaing e seu marido o hospedaram em sua casa de verão. Ele participou da exposição de 1937 As Origens e o Desenvolvimento da Arte Independente Internacional na Galerie nationale du Jeu de Paume.

Reader's Guide

A importância de Chaïm Soutine reside em seu papel como figura de transição entre a pintura europeia tradicional e o emergente movimento expressionista abstrato. Seu estilo, que priorizava forma, cor e textura em detrimento da representação, foi influenciado por Rembrandt, Chardin e Courbet. As pinturas de carcaças de Soutine, como O Boi Esfolado, tornaram-se suas obras mais conhecidas, demonstrando seu intenso envolvimento emocional com o tema. O crítico Élie Faure o chamou de 'um dos raros pintores religiosos que o mundo conheceu'. O trabalho de Soutine foi defendido pelos marchands Paul Guillaume e Léopold Zborowski, e sua venda em 1923 para Albert C. Barnes lhe trouxe alívio financeiro repentino. Apesar de sua natureza reclusa, sua participação na exposição de 1937 no Jeu de Paume marcou seu reconhecimento como um grande pintor. Seu legado perdura como figura-chave da Escola de Paris e precursor dos expressionistas abstratos posteriores.

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