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Francis Fukuyama

Estudioso americano que argumentou que a democracia liberal pode ser o ponto final da história.

Francis Yoshihiro Fukuyama (nascido em 27 de outubro de 1952) é um cientista político, economista político e estudioso de relações internacionais americano. Ele é mais conhecido por seu livro O Fim da História e o Último Homem (1992), que argumentou de forma controversa que a disseminação mundial de democracias liberais e do capitalismo de mercado livre ocidental pode representar o passo final na evolução sociocultural e na luta política da humanidade, bem como a forma final de governo humano.

born
October 27, 1952
field
Political science, political economy, international relations
nationality
American
known_for
The End of History and the Last Man

Lore & Background

Francis Fukuyama nasceu no bairro de Hyde Park, em Chicago, Illinois. Seu avô paterno fugiu da Guerra Russo-Japonesa em 1905 e foi encarcerado durante a Segunda Guerra Mundial. Seu pai, Yoshio Fukuyama, era um nipo-americano de segunda geração, formado como ministro religioso, com doutorado em sociologia. Sua mãe, Toshiko Kawata Fukuyama, nasceu em Kyoto, no Japão, filha do fundador do Departamento de Economia da Universidade de Kyoto. Fukuyama cresceu em Manhattan como filho único, teve pouco contato com a cultura japonesa e não aprendeu japonês. Em 1967, sua família se mudou para State College, Pensilvânia.

Ele recebeu um Bacharelado em Artes em Estudos Clássicos pela Universidade de Cornell, estudando com Allan Bloom. Após estudos de pós-graduação em literatura comparada em Yale e um período em Paris estudando com Roland Barthes e Jacques Derrida, ele se desiludiu e mudou para ciência política na Universidade de Harvard, estudando com Samuel P. Huntington e Harvey Mansfield. Ele obteve seu Ph.D. em Harvard com uma tese sobre ameaças soviéticas de intervir no Oriente Médio. Em 1979, ingressou na RAND Corporation. Mais tarde, ocupou cargos de professor na Universidade George Mason e na Universidade Johns Hopkins e, desde julho de 2010, é pesquisador sênior no Freeman Spogli Institute for International Studies da Universidade de Stanford, atuando também como diretor do Ford Dorsey Master's in International Policy.

Reader's Guide

A importância de Fukuyama reside principalmente em seu livro de 1992, O Fim da História e o Último Homem, que expandiu seu artigo de 1989 'O Fim da História?' em The National Interest. Ele argumentou que a progressão da história humana como uma luta entre ideologias estava em grande parte encerrada, com a democracia liberal emergindo como a forma final de governo humano após a Guerra Fria. Essa tese provocou um debate substancial: autores como Ralf Dahrendorf e Luciano Canfora argumentaram em 1990 que o ensaio deu a Fukuyama seus 15 minutos de fama, mas ele permaneceu um intelectual público relevante. Bernard Crick criticou o princípio de Fukuyama como uma má interpretação dos processos históricos. O próprio Fukuyama observou que uma das principais críticas era sua postura agressiva contra o pós-modernismo, que ele acreditava minar a democracia liberal.

Suas obras posteriores incluem As Origens da Ordem Política (2011), descrevendo o que torna um Estado estável por meio da história política comparada, e Ordem Política e Decadência Política (2014), cobrindo eventos desde a Revolução Francesa e argumentando que os Estados Unidos estão passando por uma decadência política. Em Nosso Futuro Pós-Humano, ele qualificou sua tese original, argumentando que a biotecnologia poderia alterar a natureza humana e colocar a democracia liberal em risco. Ele é um feroz inimigo do transumanismo. Outras obras exploram normas sociais, neoconservadorismo e lacunas de desenvolvimento entre a América Latina e os Estados Unidos. Fukuyama atua como membro do conselho do Fórum Internacional de Estudos Democráticos e é uma das 25 principais figuras da Comissão de Informação e Democracia lançada pela Repórteres Sem Fronteiras.

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Citações Notáveis (Wikiquote)

"Yoshihiro Francis Fukuyama (nascido em 27 de outubro de 1952) é um filósofo, economista político e autor americano, mais conhecido por seu livro de 1992, O Fim da História e o Último Homem." — Francis Fukuyama "Tenham medo dos chineses. Quer dizer, os chineses derrubam satélites no espaço; eles invadem os computadores do Google; o pessoal de Osama bin Laden não consegue fazer suas cuecas explodirem." — Francis Fukuyama "Quanto mais progresso é feito para erradicar as injustiças sociais, mais intoleráveis as injustiças restantes parecem e, portanto, maior o imperativo moral de se mobilizar para corrigi-las." — Francis Fukuyama "Em situações de diversidade de fato, tentativas de impor um único modo de vida a toda uma população são uma receita para a ditadura." — Francis Fukuyama

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